resiliência

Por Rebecca Rosal

Vocês conhecem essa competência?

A resiliência é a capacidade de superar os obstáculos, não deixando que eles interfiram na saúde mental. A base da resiliência está em algumas condições psicológicas básicas, como no otimismo, na autoestima, na valorização dos vínculos sociais e familiares e, principalmente, no suporte afetivo.

Essa palavra está na moda e, realmente, os nossos tempos atuais têm exigido que a gente desenvolva essa competência.

Segundo o dicionário, a resiliência é a capacidade de voltar à antiga forma, ao estado normal depois de uma situação de pressão ou de uma situação de crise. Dentro do contexto do trabalho, a resiliência é a capacidade de os profissionais se adaptarem a mudanças e de serem flexíveis.

É a capacidade que o indivíduo tem e desenvolve para enfrentar seus próprios medos, suas próprias lutas e suas próprias crises e voltar a ser aquilo que era antes.

O entendimento da palavra resiliência é fácil. Mas ser resiliente é tão simples quanto o seu conceito?

A resiliência não é o produto de uma vida simples, mas, sim, é construída nas circunstâncias mais difíceis, quando reunimos nossas forças para avançar, apesar de tudo e de todos.

Como posso saber se essa competência faz parte do meu perfil?

As pessoas resilientes não costumam perder a esperança e têm uma visão bastante positiva e otimista sobre as situações, mesmo nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Nunca teremos todas as respostas. Estamos sempre nos construindo e aprendendo. Quem acha que já chegou ao seu momento ideal está fadado ao fracasso.

É importante termos o entendimento de que estamos em construção e de que, em algum momento, faremos algo errado. O erro faz parte do processo.

Embora os equívocos nos tirem o sono, não devemos nos paralisar. Erraremos os métodos, mas é importante estarmos sempre focados em tentarmos acertar.

Para sermos resilientes, como devemos agir diante de um grande problema? Como reagir quando algo muito difícil acontece conosco?

O importante não é a coisa, mas, sim, o que se faz com ela. Não devemos nos esquecer de que a adversidade é uma das forças mais poderosas da vida. Ela pode trazer o melhor ou o pior de nós. A decisão é nossa.

Precisamos perceber que existem dias que são ruins mesmo e em que as coisas não vão bem. Portanto, é preciso parar de pensar que a vida perfeita existe, afinal todo mundo enfrenta alguma batalha.

Às vezes, é necessário se retirar do problema para conseguir enxergar de uma forma mais sábia, ou seja, sair do “olho do furacão”. Olhe a situação por fora! Acalme a mente para poder enfrentar os “monstros”!

É preciso enxergar que todas as portas que a vida fecha são fundamentais para nosso crescimento. Ainda que causem desconforto, elas são fundamentais para que nos tornemos mais maduros, mais sábios e mais seguros.

A resiliência significa aceitar os problemas e seguir a vida? Não sei se sou tão otimista. Sinto que, dessa forma, estou fingindo que não percebo os problemas.

Não, na verdade não. Conflitos sempre existirão, mas a forma como vamos agir diante deles é o que determina quem somos.

O filósofo Mário Sérgio Cortella diz que conflitos não precisam, necessariamente, virar confrontos.

Quando conseguimos respirar fundo diante de uma situação conflituosa e fazer a nossa parte para vibrar numa energia mais leve e quando procuramos olhar para o que somos gratos, as adversidades e os problemas diminuem de tamanho. Eles não deixam de existir, mas param de tomar o nosso tempo e a nossa energia.

Negar a existência dos seus problemas não vai fazer com que eles desapareçam. Pelo contrário, para encontrar uma saída, antes de tudo, precisamos entender e aceitar o problema. Somente após tomarmos essa consciência, seremos capazes de enxergar o melhor modo de superar o mal.

Ser resiliente significa aceitar aquilo que não é possível controlar. Mas é importante que isto fique claro: deve-se aceitar não passivamente, mas com paciência e gratidão, mesmo quando doer. Nem sempre é possível entender ou mudar o curso das situações. Por isso, às vezes, é necessário deixar fluir.

É preciso sentir a dor. Mas viver a dor e seguir não é fingir que a dor não existe, mas significa não ser paralisado por ela. Forte não é aquele que não sente a dor, mas aquele que faz o que precisa ser feito apesar dela.

Você é quem escolhe se seus problemas são auxiliares do seu crescimento ou destruidores do seu ânimo. Nós vivemos melhor quando criamos o hábito de perguntar para os desafios o que eles pretendem nos ensinar.

Mas como podemos adquirir essa competência? É possível aceitar os problemas de bom humor?

As pessoas resilientes conseguem encontrar a paz em meio ao caos. Enxergam todos os momentos de suas vidas, principalmente os negativos, como importantes lições.

Toda crise é um reajuste que, independentemente da forma que se apresente, o resultado final é ajudar a romper velhas estruturas. Quanto mais dolorosa for a crise, maior será o aprendizado.

Seria loucura se ignorássemos o que precisa ser resolvido e o que nos chateou. Esse não é o objetivo.

É importante encontrar sentido no trabalho, e não necessariamente na atividade que se faz, mas, sim, no porquê dela.

Dar sentido às rotinas e aos problemas que vêm com elas é importante para superar as adversidades. Se você ama o que faz, ótimo! Mas, se não ama, é fundamental que você identifique por que o faz. Não se culpe e não se frustre pelo seu trabalho, pois ninguém precisa, nem consegue estar feliz no trabalho durante todo o tempo. O trabalho precisa apenas fazer sentido, inclusive naquelas atividades que não gostamos de fazer. É essencial entender que as atividades rotineiras e burocráticas fazem parte do processo e são importantes para a conclusão de coisas grandes. São essas pequenas atividades do dia a dia que nos encaminham para um bom resultado final.

Que tal parar agora e refletir sobre qual é o sentido do seu trabalho?

Gosto do assunto? Quer aprender um pouco também sobre motivação no trabalho? Corre que já escrevemos sobre isso!

Tenha um ótimo dia e uma semana de muita energia!